Quinta-feira, Maio 27, 2004

TRANSCENDÊNCIA 



A Administração do Maus Fígados e os seus colaboradores felicitam o FC Porto nesta sua jornada épica na Liga dos Campeões. Viva o Porto!
|

Terça-feira, Maio 25, 2004

Breaking News 



Logo à noite parece que há uma final qualquer de futebol, com uma equipa azul e branca. Mas isso agora não interessa nada. O que interessa, o que sempre interessou, e o que há-de interessar, caros telespectadores, caros portugueses, caros benfiquistas, é o nosso clube, é a nossa águia - é o nosso Benfica. Saber se há taça, se não há taça, se houve marosca, se não houve, se o Benfica desce, se o Benfica sobe - eis a questão. Os outros que se amanhem. Para a felicidade geral interessa o vermelho. Nem que seja o dos quartos de banho.
Robespierre
|

O Cocó e o Chichi (2) 



Afinal está tudo explicado nesta história do cocó e do chichi. O mal não é o cocó e o chichi. O mal é tirar fotografias ao cocó e ao chichi. Donald Rumsfeld já esclareceu tudo. Passam a estar proibidos, os meninos soldadinhos, de registar as brincadeiras. Nada de fotografias, nada de vídeos, nada de conversas. O cocó e o chichi é para estar em segredo. Não é para as outras pessoas verem. Assim fica tudo bem. Podem continuar a brincar.
Robespierre

P.S. Mas quem limpa a honra do pobre soldadito, que ainda não sabia das restrições?
|

Um Fígado Encomiástico 

A descrição encomiástica de Robespierre enrubesce-me, pois vai mais longe que o elogio, chegando à essência da questão: gente civilizada, beijinhos atirados pelo foyer do Coliseu, sorrisos medicinais, com toda gente simpática uns para os outros mesmo desconhecendo, de todo, os seus interpeladores.
Seria injusto não mencionar as feminis farpelas, a vaporosidade com que tentavam tapar pernas morenas, mui bem depiladas, tal como nós gostaríamos de encontrar as nossas estradas: lisas, apetecíveis, concupiscentes para quem pode carregar à maneira no acelerador, dotadas de curvas que magnetizam. As restantes formas corporais também entravam pelos olhos dentro, quase violentando as consciências adormecidas, esquecidas de que o forno maternal, em Portugal, também produz pequenas obras de arte (também algumas bem grandes e aos pares). Ah, o povo bonito e bem alimentado num evento apoiado pela federação de lacticínios portugueses.
Subindo um pouco na geografia corporal de uns quantos "jardins suspensos", vinham barrigas acenando umbigos lascivos, piercings idóneos e tatuagens idílicas uma mão travessa acima dos traseiros, que reformulavam o conceito de "redondo e bonito".
Nesta altura, muitos começavam a perder a pedalada na ascensão, preferindo brincar distraídamente, em sonhos, nestes "centros de dia" que nenhum Estado põe efectivamente à disposição dos ex-contribuintes.
Chegou o ponto das escolhas simétricas: a dúvida de escalar pela vertente norte ou pela vertente sul tomou conta das negociações, mas rapidamente todos concluiram que este passeio é solitário e que basta gritar que logo chega ajuda. Embora simétricos, os dois montes faziam valer as variações pela incidência da luz ou pelos saltinhos frenéticos e excitados da sua portadora. Um mimo.
Quanto a caras, patrocinava o evento.

Richelieu, Cardeal
|

A Blogosfera Também É Gente 

Os Globos de Ouro juntam sempre os portugueses mais catitas. Eu não fui convidado, mas vi lá o Richelieu e a administração. Também estavam com penteados giros. O Richelieu de franja azul e os dois chefes de Cavalli, cheios de cornucópias e arabescos. Estavam os três muito bem. Nos Globos de Ouro toda a gente está muito bem. Eu gosto, particularmente, porque até parece a América, ou a França, ou outro país qualquer. Não parece Portugal, não parecem portugueses. Não há gente feia, atarracada, mal vestida. São todos lisos, depilados, chamuscantes. Um prodígio. E depois é como os Óscares. Há sempre os nomeados, que aparecem em quadradinhos, e quando vem o prémio riem todos. E agradecem, ao lado de apresentadores giraços e loirinhos. É como os Óscares. Também quero. Para quando uma chance ao Maus Fígados?
Robespierre
|

Segunda-feira, Maio 24, 2004

O Cocó e o Chichi 

Tramaram o soldadito. O pobre só quis divertir-se um pouco, a brincar ao cocó e ao chichi. Estava com os amigos, e a prima Sally, e havia uns tipos feios, com cara de iraquianos, enfiados numa jaula. Não havia nada para fazer, era domingo à tarde, os pais tinham viajado. Juntaram-se todos para brincar. Tinham polaroids e telemóveis dos novos. Queriam fazer retratos. Pegaram nos iraquianos, coitaditos, e trouxeram-nos à festa. Depois foi só curtir. Pegaram em cocó e em chichi e começaram-lhes a atirar. Os iraquianos riam-se... Até que lhes tiraram a roupa. A prima Sally queria ficar com todos. Chegou a pôr coleira num e a arrastá-lo. Se a deixassem, brincava sozinha. «Quero ser eu a bater nos iraquianos todos!», dizia ela, caprichosa. Os amiguinhos não deixaram, e o soldadito lembrou-se doutra coisa. «'Bora pôr os tipos empilhados, cheios de cocó e chichi, a ver se fazem uma pirâmide» - Iuuupi! Gritaram todos. Divertiram-se com isso mais algum tempo, mas cedo se cansaram. Eram muito criativos. Estavam sempre a ter ideias. Agora queriam que os iraquianos ficassem de pé, em cima de um balde, a fazer equilibrismo. Se caíssem, morriam logo, electrocutados. Era giro! Bateram todos palmas e a seguir foram lanchar. Depois adormeceram, cansados de tanta tropelia. E agora sabe-se, passado uns meses, que afinal estas brincadeiras são proibidas e uma tarde de domingo bem passada constitui um crime. Vejam lá: o soldadito apanhou um ano de cadeia. Um ano. Um ano inteiro de cadeia. Por brincar ao cocó e ao chichi.
Robespierre
|

Quarta-feira, Maio 19, 2004

Esperança 

Com a pancadaria que antecedeu a final da Taça, com dezenas de feridos entre adeptos e polícias, regressa a esperança de um Europeu sangrento. Receava-se um torneio «careta», bem organizado e sem problemas, com as únicas notícias tristes a virem da nossa selecção. Ia ser tudo um êxito, a «prova de que nós, portugueses, quando queremos somos os maiores, os mais eficazes, os melhores organizadores do Mundo - somos os Melhores do Mundo». A auto-estima vinha a calhar e todos se aprestavam a recolher dividendos. Agora, felizmente, regressa a esperança. E o País miserável que jamais participou em qualquer guerra ou conflito, sempre afastado dos palcos de visibilidade e progresso, sempre alheado de qualquer episódio de interesse, vê agora a oportunidade de oferecer um banho de sangue ao mundo e ter o seu nome inscrito na manchete de um jornal estrangeiro.
Robespierre
|

Roupa Nova 

A Blogger lançou a colecção Primavera/Verão e já os energúmenos se apressam a vestir os novos templates. Que lindos, que giros, que fofos. A caturreira da blogosfera já troca piropos e elogios. E faz os links de sempre, na esperança de conservar atenções. A Blogger podia já agora fazer templates de texto, acondicionando milhares de posts no seu arquivo. Para a maioria destes blogs seria uma ferramenta útil, para o resto do País um verdadeiro sossego.
Robespierre
|

Terça-feira, Maio 18, 2004

A HISTÓRIA ÍNTIMA DE RICARDINHO,QUE JÁ FOI PUNK (NOS SEUS TEMPOS ÁUREOS) 

I.
Ricardinho decidiu-se. Iria ao cinema. Nada que não tivesse já decidido. Apenas que, em certas ocasiões, já se sabe, pretendemos estar mais… tranquilos. E Ricardinho decidiu retirar-se. Ficar um tempo só, com os seus enigmas. Nada se tem passado, ultimamente. A rotina é igual. Sempre que me sinto diferente sinto-me igual. Nada já me faz sentir diferente. Que altera um estado de espírito? Espírito…! Só a não rotina me pode, agora, fazer sentir a rotina. Ou não é a isso que me apresto? A vida é isto: um vaivém de rotina e não. De já vi tudo e (ainda) não vi nada. De qualquer coisa que me faz sentir tudo o que não quero sentir. E o que é a curte senão sentir tudo julgando que se sente tudo aquilo que se julgou sentir naqueles momentos em que sentindo, nada se sente. Ou sentir nada julgando que se sente tudo? Ou sentir que se sente tudo aquilo que se julgou sentir? Sentir tudo julgando não se sentir nada? Eu não quero sentir senão aquilo que quero sentir sentindo que não sinto nada. Mas Ricardinho já tinha sentido que sentindo não decidiria nada. Por isso tinha decidido. Iria ao cinema.

tORQUEMADA
|

Às vezes... 

...este blog cansa-me. Diria até que me deixa extenuado. Porquê?
não sei, tou muito cansado para responder...


Richelieu, Cardeal
|

Mas qu' é que se passa aqui?!? mmmhhhh!!!!! 

Mas qu' é isto? mmhhh! Está tudo doido?! ou o que é que se passa co' este 'blogm' que parece qu' stá embeldretchado? Então um gajo consulta o sítio e é enviado p' ra um outro de nome #gay-skinhead!...? 'Tá tudo maluco, ou quê? E estas coisas? o CA não vê?! O Brise Contínuo é que devia vir ocupar um lugar qu' ainda não existe qu' é mais precisamente o - e qu´o blog 'tá a precisar, pr' além da nobre e tão necessária função que é fazer a revisão das censuras do CA - de provedor. Não é brincar aos ferragatchos e pensar qu' stá tudo bem, que posso ir ali e vir já sem que ninguém me tenha dito p' ra ir ali ver se ele lá 'stá . Impõe-se a questão: Tornou-se o Maus Fígados um blog para maiores de 18 anos? Já não se pode deixar os míúdos ler as belas prosas que Torquemada e amigos aqui vertem?!
Tomás 'a.k.a. 'Porumblog Pratodaafamília' de Torquemada

|

Segunda-feira, Maio 17, 2004

Como Já Devem Estar Fartos Do Rumsfeld, Peguem Lá Estes Dois Simpáticos 



Em Maio, todos os dias (ou quando houver pachorra) uma nova imagem do Estado Novo.
|

Sexta-feira, Maio 07, 2004

Este homem não tem nada que pedir desculpa... 


O que aconteceu nas prisões iraquianas é um acto normal de guerra. Nem pode ser encarado de outra forma, se pensarmos que os soldados invasores estão numa terra que nada lhes diz e cujas hierarquias até facilitam este tipo de comportamentos, se calhar pelas mesmas razões: "Who the hell cares about Iraq?". Não confudir, claro, Iraque com petróleo. São duas substâncias diferentes.
De resto, as imagens das sevícias que têm corrido mundo provam uma grande sensibilidade por parte da força invasora. Como iriam reagir os iraquianos ante a bebedeira de liberdade? Mal, arrisco eu. Iriam partir tudo, alvejar-se mutuamente, destruir num ápice as estruturas montadas por Saddam, que, num certo ponto de vista, tem lógica serem mantidas. Estas coisas, como todos os que lidam com crianças sabem (Carlos Cruz e Bibi incluídos), necessitam de uma certa psicologia. É preciso dar as coisas devagar e sempre na base de um acto recompensatório. Fazes o que te mando e dou-te o que precisas. Agora, mijar fora do penico é que nem pensar!
Rumsfeld foi um perfeito Donald neste acto de contrição, e fê-lo, acreditem, porque as eleições estão aí à porta. Sempre são 50 milhões de votos que decidem a dinâmica do mundo...

Richelieu, Cardeal
|

Terça-feira, Maio 04, 2004

Parabéns àqueles que copiam a postura do Maus Fígados 


Só com garra, arrogância, cagança e muita confiança metafísica é que se poderia ir tão longe num mundo-cão, de vaidades chãs e fanatismos imberbes. A verticalidade não nasceu para quem a possui, conquistou-se. A gota de suor é sempre um lenitivo e um músculo cansado a certeza de esforço. Poderíamos estar a falar de nós, Maus Fígados, na blogosfera, mas não: é o Porto, carago...

Richelieu, Cardeal
|

Segunda-feira, Maio 03, 2004

Mas qual é, afinal, o papel de administrador de uma SAD? 

Tal como se pôde ver em directo pela televisão, o administrador da SAD do Sporting Clube de Portugal, Eduardo Bettencourt arregaçou das mangas e foi até ao relvado limpar o vomitado bilioso de alguns dos adeptos do clube do leão. Fica-nos a pergunta, ou melhor, várias perguntas: que vai fazer até ao relvado, de esfregona na mão, um administrador que recebe uns quantos milhares para dar a cara por um clube que pôde, em tempo útil, competir pelo primeiro lugar da Liga (agora bem entregue)? Não se sacrificará já o suficiente, o dito Bettencourt, quando limpa os vários perdigotos deixado pelo presidente do mesmo clube, Dias da Cunha?
E para quando o mesmo nível de atitudes por parte do nosso conselho de admnistração, aqui dos Maus Fígados?

Aguardamos figadalmente respostas a estas perguntas!

Richelieu, Cardeal
|

Descubra as Diferenças 


Salò, Pier Paolo Pasolini



Sally, U.S. Marines
|

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com