Sexta-feira, Julho 30, 2004
O Quadro Bem Composto
Temos o Robespierre, que leva uma vida de vendedor de província, sempre a batalhar por mais contratações, a azucrinar as estratégias do Conselho de Administração, enquanto faz umas pausas para dormir no seu utilitário à sombra de um chaparro.
Temos o Machiavelli, uma espécie de paternidade blogueira recente, que tem mostrado músculo e uma discorrência de escrita sem par nas varandas deste cubículo que é a blogosfera. É gritante o humor que tem feito à pala de trocadilhos e quejandos.
Tivemos um erro de casting, Torquemada de seu nome, mas que apenas serviu para mostrar que, mesmo numa galeria de históricos honrados como nós somos, há sempre um que não bebeu da evolução da humanidade. Torquemada será sempre torquemada, mesmo que tentemos fazer dele um to'queimado.
Agora temos também o Guillotin, que se tem mostrado incansável nos treinos, deixando boas notas sobre a sua margem de progressão, agora que chegámos ao pico do defeso. Uma boa contratação, parece-me, embora ainda não tivessemos vislumbrado qual será o seu comportamento no jogo aéreo. Pelas alas faz bom jogo, isso é visível.
Depois temos o Cardeal, essa força da natureza, a hominipresença deste blog. É leal a si próprio e quer à viva força conquistar o poder. Para tal já pôs no terreno um dos seus homens de mão de quem já devem ter ouvido falar: Michael Moore. O Cardeal Richelieu tem tal quantidade de vícios históricos que, se repararem, ve-lo-ão numa das imagens do último filme de Moore a dar umas tacadas de golfe (é tudo para o disfarce - Hitchcock dominava melhor esta técnica)
Finalmente, temos o leitor. Sabemos que é baixo, gordo, com bigode e cospe amiúde para o chão, embora afirmem que já o viram cuspir para o ar. É um bom leitor, o leitor. É presciente, calculista e um investidor atento. Compra sempre os posts em pacotes de dúzias e nunca deixa de reclamar quando algo vai mal, tal como convém a quem sofre do fígado e vai à rua de roupão passear o cão e fazer as compras á mercearia de bairro. Um bem haja, Leitor, e obrigadinho por ser quem é.
Cristina Caras Lindas,
em representação estival de Richelieu, Cardeal
Quinta-feira, Julho 29, 2004
Isto já foi um comment. Mas isto também já foi um País e...
Mil ursas com cio pardamúncio me lambam de soslaio se não me alegro com esta contratraça, contrartaç, bem, não consigo soletrar. Foda-se. Welcomio, mio co tokio.
Espero ter sido Laminar, neste comment.
(reparem como subtilmente incorporo o nome do nosso reforço e, do nada virtual, solto chalaças após chalaças do mais fino pendor e da mais luzidia graça. Só para que os encómios não parquejem e do elogio nada reste que não abundância e forte iluminura de bravincula indole).
Machiavelli
p.s.- Desminto solenemente ter algo a ver com os incêndios malvados. Falem com o cardeal... Já agora, onde se compram fósforos neste País...ando parco e desformo no trote com tamanha destroço d´alma.
À espera da Convenção Socialista
Se fosse socialista votava no João Soares. Não sei, acho que o rapaz tem pinta. A minha preferência não tem nada a ver com a recuperação do punho ou com a preferência clubística dele (o Gol, Grande Oriente Lusitano). Dos clubes que conheci desde que cheguei a Portugal prefiro o Farense, não só por causa do Sol, mas também porque é o clube que decepa qualquer presidente. Como já não vou a Lisboa há muito tempo, acho que o Soarinhos fez muito pela vossa capital. Como nunca fui à Jamba, imagino que seja um belo sítio para se viver e para se cair de avião. Como nunca fui operado, acho que as intervenções cirúrgicas e os momentos de inconsciência que delas resultam servem para meditar. Como nunca fui feio imagino que os feios tenham necessidade de se afirmar de outra forma. Por isso, sou pelo João Soares.
O Sócrates por exemplo, não cai, não é feio, nunca foi presidente de câmara, deve ser beato (desculpe lá ó cardeal) e odeia pedreiros, apesar de ser da serra... um betinho - aposto a cortar o pescoço como é sportinguista. O Alegre é do Benfica, clube do povo (e todos nós sabemos que o povo não percebe nada, nem de futebol), o máximo de aventura que teve foi passear pela Argélia ou pelo Marrocos onde vagueou o Paul Bowles (não, não era familiar do John Holmes), navegar num barco em Águeda sem naufragar e escrever poesia sem ser rabo.
J-I Guillotin
Obrigado Maus Figados
J-I Guillotin
Quarta-feira, Julho 28, 2004
Agilizar
Das coisas que mais aprecio no mundo da finança e dos negócios são as «expressões». É edificante ouvir os gestores de conta, ou os directores de marketing, aclararem a voz e proferirem, qual citação de Petrarca ou Emanuel Kant, palavras como «outsorcing» ou «crawling peg». É um delíquio. Sai-lhes da alma.
- Então como está?
- Estou aqui às voltas com o (reticências; preparação) «Base Line».
- Já almoçaste?
- Ainda não, tenho de ver estes malditos fundos de (silêncio: vai-se cantar o fado) «Offshore». E ainda por cima (encore! bis! Bravo!), o computador teve um (ai! ui!) «Crash».
Um homem não resiste. É demasiada volúpia no emprego. E agora dilaceram-nos ainda mais, utilizando expressões na nossa língua (ai! em português... sim!). Existia a «mais-valia», as «variáveis», a «ponderação». E agora há esta sublime, inexorável, arrepiante e absolutamente libidinosa palavra - «agilizar». Quem não a conhece não merece estar vivo. É um triste, um reles, um apagado. E eu até ontem, confesso, era um deles. Vivia em lugar escuro, longínquo, sem revoluções ou renascimento. Um homem da pedra - incapaz de se «agilizar».
Muito obrigado, muito obrigado ao nosso administraddor mais simpático, mais tolerante, mais ilustrado, que num «gesto largo, liberal e moscovita», acrescentou novos mundos à minha testa.
- Então por que raio vem mais um escrever?
- Foi uma questão de «agilizar» o blog. «Agilizar», «agilizei», «agilizado».
Robespierre (devidamente agilizado)
Maus Fígados vs Chelsea
Robespierre
P.S. Aqui abaixo iniciam-se os préstimos do tal Guillotin (gente muito fina: envia a primeira posta de um portátil, sentadinho num cruzeiro a caminho das Eólicas). Não está mal, não - nem sequer começou e já está de férias.
Corto cabeças ao preço da uva mijona
A minha primeira postula é para dizer que vim aqui, que estou cá, em Portugal, para a eventualidade de ser necessário dar uma ajudinha numa revoluçãozeca-afonso-do-condado que queiram fazer. O meu material anda sempre comigo, como dizia o anúncio, "comigo o material vem sempre atrás", e agora que o Governo tem esses Paes e Caeiro e Sacadura Cabral e Thomaz e Diogo Nuno e etc. se for preciso eu monto-a aí no Rossio ou na Praça do Giraldo ou na Luísa Todi ou onde quiserem e cortamos umas cabecinhas fidalgas. Estejam à vontade. Já sabem onde me encontrar.
J-I Guillotin
Quinta-feira, Julho 22, 2004
The biggest show of politics in Portugal
This guy just got a partner in the roll play on comedy life. Here is the man:
Richelieu, Cardeal (sempre em festa desde aí)
Terça-feira, Julho 20, 2004
Monkey Gone To Heaven
O novo documentário do Michael Moore parece giro. Mesmo que seja tudo mentira, como apregoam as luminárias. Não tem mal nenhum difamar este monkey. Como diria o Stallone, «he dropped the first blood».
Robespierre
Ministro das Delícias do Mar
Ai marineiro, marinheiro, quantas das tuas tusas não são pétalas de portugal!
Paulinho já era forte defensor da marinha, mormente versão charuto aquático, ao comprar submarino atrás de submarino para os seus meninos. Agora surpreso ficou por finalmente ver reconhecido em títalo o seu carinho especial pelos homens de branco.
Caretas para quê? Toda a gente sabe que ele bem gosta de uma valente Delícia do Mar! Este sim, o verdadeiro Assunto que lhe interessa.
E mais não digo, seus Trapalhonis. Não vá o DIAP tecê-las.
Machiavelli
Domingo, Julho 18, 2004
É Só Curtir
Os fregueses que nos perdoem a falta de posts nos últimos tempos, mas desde que o novo governo tomou posse isto é só curtir. Onde é que há festarola hoje, ó Cardeal?
Robespierre (em estado de embriaguez contínua desde o St. António)
Terça-feira, Julho 13, 2004
Acabou a tusa do mijo?
Ao trabalho, vamos lá, vamos lá, força aí (ou quereis que ponha a música da Nelly?)
Richelieu, Cardeal
Sexta-feira, Julho 09, 2004
Um país curvado e honrado, apesar de na cauda da jiga
É caso para perguntar, não estará o Soares e seus requeijos já tão curvados e honrados com a testa no chão que se torna verídico apelidar a nação de um país de bitúciala no chão?
Foda-se, ó figuras públicas, vejam lá isto pá, párem de morrer, que caralho!
Por outro lado desconfio que um que não se importaria nada de continuar até ao armagedão de cagueiro altivo e piritoico seria o Paulo Portas.
Mas porém, atenção, eu sou um gajo que se engana muito a si próprio nas análises. O leitor com pústulas,já tem opinião? Se tem, partilhe. Mormente.
Machiavelli
Quinta-feira, Julho 08, 2004
De Eufemísmo em Eufemísmo, o país mija na Bandeira.
Ainda não me consegui parar de rir. Não seria gravosa a penitência se no tanto rir a que o objecto penilítico escritor me sorrugou tivesse eu a já arrogado limites nunca dantes limitaicos ido.
Porém a realidade ultrapassa sempre as blogas; Mijei-me todo, e como ainda há bandeiras em janelas comó caralho por aí, não me fiz rogado e de despiciência em despiciendo, lá limpei a piroca ao pano! Cuidado, era escusado, rais parta o jpp. Mais anti nação só mesmo a sandália mijada da bimba inteligente!
Machiavelli
Dívida metódica de Sampaio I
Sua presidélia altúcia vive neste preciso momento a grande embrulhada da sua carreira. Se veicula eleições lá se mete no poleiro uma das mais ridículas troupes políticas que o ps aceitou somente para queimar tempo entre verdadeiros líderes com propostas sérias(que fogem a 7 pés destes desertos minguantes do poder). Ferro a governar com o Bloco a ombrear será o quase carnaval que se anuncia se o presidélico Sampoio encarreirar de jacto o jet 7 das mil blogas veranuíticas Santansa Lopes.
Qualquer escolha incorre o país no lodo. Caso contrário seria oportuna altura para morrer o presidente. Se amanhã aparecer vivo o ogre e sua esconsa dona é caso para dizer: Foda-se ó bicho, podias ter morrido, tás-nos a dever uma!
Machiavelli
Quarta-feira, Julho 07, 2004
Dúvida metódica de Sampaio I
Proposta de despedida para hoje:
E porque é que esta bloga não fecha? Foda-se ó gregos, podiam tê-la levado incrustrada na taça, entalada pela rata, tipo rolha desvacuada. livra ó bimba!
Machi
Ejaculações Abruptas no Almocreve das Putas
É caso para dizer,
TÁS COM MEDO DE QUÊ Ó JPP? TENS QUE MANDAR O POVO LER POR VOZ ALHEIA?
TÁS COM MEDO DE QUÊ Ó JPP? TENS QUE MANDAR O POVO LER POR VOZ ALHEIA?
Coragem para soprar pela própria boca o próprio trombone não lhe ficava mal.
Machi
De Eufemísmo em Eufemísmo, o país enterra a Bandeira.
Eis o opíparo momento, agora em câmara lenta, com povo pintado a assistir e comentários do Mourinho:
Vizinho: Máchi máchi, nem sonhas, foda-se, morreu o mar e o ganso, morreu a luz da justiça e aparvalha-se-me a piça. Morreu a Sophi, Morreu a Sophi, Aiiiiiiii, credos!
Eu: Foadasse ó Camané, tou-me a coçar, bait foder, ó este corno, este boi! num bês?
V: Aiiiiiiiii, credos, morreu a Sóoooooophi, morreu a espuma e o caranguejo e a princesa do queijo, aaaaaaaiiiiiiii, manuel alegre, salva-me deste ardor, tira-me este boné, o filme é mudo e coro do pé.
E:Caralho, ó antunes, morre tu.
mourinho: assim pelas alas se vê as estultícia do capilé. What do you mean celebrate? your mother, este corno este boi. Mai neime is Mourinho, e já apresentei o Jornalinho!
Moral da História: num há, ide à bossa bida, Tasks, és cool.
Machi
TRAPALHONI
Este senhor, que para além de se chamar TrapatTONI, (será a sina dos benficas com os Tónis, aliás verdadeiro espelhómetro do País dos bigodes) já se vê que terá de se esforçar muito para desentupir a prisão de ventre titulícia do velhinho clube preferido de Salazar. Falamos, claro está, do Salazar ditador, seria o cúmulo dos insultos se me referisse aqui à velha modista.
Todos os leitores queridos, apesar das escorreitas na hemorróida que apresentam, sabem que somos sérios, justos e ponderados. E isto é um desígnio que só nos enaltece e a ferros croma a nossa educação de estultícia embebida. Foda-se.
Machiavelli
Segunda-feira, Julho 05, 2004
Nada de Especial
Nada de especial. Os portugueses voltaram hoje ao ar tristonho do costume. Especial foi a alegria e a confiança das últimas semanas, abcesso cultural absolutamente inaudito. Não deixa saudades nada disto. Pena é ter sido outro país de merda a ganhar o título.
Robespierre
Alegria na Casa do Senhor
Em primeiro lugar, a ausência do meu querido Machi deveu-se a um castigo imposto pelo CA do Maus Fígados, e não a um acaso fermentado na mente de tão valoroso escriba. Esse castigo, que só agora é revelado aos nossos fiéis leitores, vergastou até à carne viva a unidade linguística e temática que se respirava neste blog. Um facto visível nos últimos meses. Revelar as causas desse castigo é tarefa que deixo para o visado.
Em segundo lugar, este regresso promete a diferenciação, a ruptura na continuidade, tal como agora se apraz dizer amiúde, sobretudo no interior do PSD. As coisas não mais vão ser como antes foram. Vem aí mais uma série de promoções, irresistíveis para os nossos leitores, que já devem estar àvidos, de cartão de crédito na mão, salivando mais uma pérola que daqui vá sair. Sobre isso, como combinado, ficam as despesas da conversa para Robespierre, que também seleccionou um silêncio mordaz para com o CA. As águas turvas limpam-se agora e os raios deste sol estival tornam cristalinas as virtudes do Maus Fígados.
Finalmente, este pequeno Golpe de Estado vai ter a sua continuação num contra Golpe de Estado, o que até já foi hoje anunciado pelo nosso correspondente na Madeira, Alberto João Jardim.
Por tudo isto, e pela paciência revelada, um bem-haja para os nossos leitores, que nunca desapoiaram esta comandita.
Obrigado
Richelieu, Cardeal
Sábado, Julho 03, 2004
De Eufemísmo em Eufemísmo, o país abana a Bandeira.
Empatámos? empatámos? empatáaaaa-mos!
Perdêmos? Perdêmos? perdeeeeeee-mos!
Um país que adora paus e abanos, a bandeira é um plus, como a mosca no pûs.
machi
Sofhi de Meelo Brain André Sen
Machiavelli
Sabedoria de grosso quilate
Uma coisa só vos digo, dada a actual situação política do país; É preciso que três coisas mormente se digam . Portantos, alguém decida rápido o que dizer.
E amanhã a água a seu moinho deve ir, o rambo a sua batalha não digas nunca fugir, como sábiamente as gentes do Cávado diguim.
Machiavelli