Terça-feira, Agosto 31, 2004

A Família é sempre uma coisa linda 

Paulinho das feiras mantêm a Costa sob acérrima vigia.

Estando agora em portugal as fémeas da nação de assunto uteral em punho com excitação mormente mor, eis que denoto através desta pílula dourada que é o saitemiter, uma entrada vinda deste blog.
Não tenho explicação aparente para o que se passou! De notar que é um blog de uma mãe de família inglesa que relata a vida do lar e dos filhos.

Haverá uma explicação cabal para isto, estou certo que sim. Nem que tenhamos que amarrar o paulinho dos dildos marinhos à tranca, haveremos de saber.
Machiavelli

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Women on Wheels 

Sendo o automóvel um dos locais mais usados pela população portuguesa para procriar (segundo fontes anónimas, mas em circulação), ou dar uma simples queca (não devemos moralizar em demasia este povo - uma pila pode servir apenas para agredir um bom par de mamas), acabo por achar muito deslocada, até peregrina, esta ideia de um barco com um frio contentor como palco abortivo do futuro da nação.

Acresce o facto de o automóvel ser o símbolo da ostentação primária em Portugal, pelo que as holandesas não deverão surpreender-se com o facto das mulheres lusas adivinharem o tamanho do pénis em função da marca e modelo automóvel usado pelo seu portador.

Para acertar agulhas com o espírito deste mulherio à beira-mar plantado, o que as "Women on Waves" deveriam fazer, na minha suspicaz opinião, era mudar o nome para "Women on Wheels", o que lhes permitia manter a sigla, poupando o dinheiro da mudança de logótipo.

Em primeiro lugar, de carro é fácil entrar em estradas territoriais portuguesas. Em segundo, de carro é fácil fazer as mulheres portuguesas abortar: criam grupos de seis mulheres a precisar de pílula abortiva. Colocam-nas em carrinhas tipo Ford Transit (ou Mercedes Vito para as mais afortunadas), levam-nas para uma estrada com vistas pitorescas, tais como IP5; IP4; IP3, e aí sim, largam-lhes em cima o tal contentor que traziam no barco. Creio já ter lido na "Nature" que este método tem uma eficácia de 100 por cento. A sugestão pode ser alargada para autocarros tipo "auto-pullman" e o passeio pode ser internacionalizado para estradas francesas, do género A63, a 40 quilómetros de Bordéus. Um óptimo spot, garanto-vos, embora exiga sempre a vigilância de uma carrinha com condutor marroquino.

Nem Daniel Sanches, o nosso ex-SIS e agora ministro da Administração Interna, se lembraria de lhes fazer frente. Nem os pescadores e armadores da Figueira da Foz se enchiam de "guito" à pala da Comunicação Social. Nem nós nos fartaríamos deste assunto.


Richelieu, Cardeal (prestes a tomar Viagra)

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A Culpa Anda Sempre de Autocarro 

Estava eu a gozar os confortos da sombras refrescantes da Avenida da Liberdade, aquela que tanto surpreendeu o queirosiano Carlos da Maia em finais do século XIX, quando, olhando as viaturas que percorrem esta auto-estrada urbana, reparo num dos enormes autocarros da Carris. Era um daqueles que necessita de um fole para transpor as apertadas curvas com a sua imponência. O seu número, o 36, nada me despertou de relevante (excepto o facto de me esquecer amiúde do Totoloto). Mas foi o seu destino que me fez arregalar a vista: Senhor Roubado. Aposto que todos os que seguiam na viatura têm alguma coisa a ver com o assunto.

Dos meus tempos no Porto, recordo com saudades uma das carreiras dos STCP (que mais não significa "Somos Transportados Como Porcos", como lembrou um Abrunhosa já falecido). Era o 59 e tinha por destino o lugar de "Sonhos". Claro que ali os passageiros eram malta mais pacífica: dormiam a viagem toda.

Richelieu, Cardeal

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Segunda-feira, Agosto 30, 2004

Led Zeppelin Women 



As mulherzinhas do aborto que se achantrem. Se voltarem de balão, Paulo Portas acciona as anti-aéreas e põe no ar os F-16.
E dá cabo daquela merda toda.
Robespierre
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Reentré, ou a Retoma do Machi 

Cheguei, pessoal!!!
Os efeitos positivos enumeram-se, escarrapacham-se, varatojam-se. É inegável. A retoma é nossa! Ora vejam só:

Contra factos não há algodões! Amanhã poderá bem ser o dia lindo em que ninguém nos lerá, e a vingança cairá como pesada espada nada felpuda sobre os cachaços insolentes dos membros da administração, que mais do que administração, em boa verdade se deveria apelidar de adminisCapação.
E mais não digo.
Não digo mesmo.
Machiavelli
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Terça-feira, Agosto 24, 2004

Blogar 



A nossa mais fiel leitora morreu. No seu blog explicavam-se diversas formas de assassinar um homem sem deixar rasto. E de assassinar mulheres. E de assassinar praticamente qualquer coisa que mexa. Gostamos. O conceito é bom. E temos pena que tenha morrido. Esperamos que continue a comprar posts e a visitar-nos (e a ter muito cuidado com o espólio que adquiriu - como mulher riquíssima que já é, desaconselhamos vivamente o recurso a museus e centros culturais).

E já agora rimo-nos um pouco destes blogs que abrem e fecham. Patetas. Levam a coisa a sério e depois chateiam-se. Bem sei que não são pagos e o entusiasmo desaparece passado uns dias. Patetas. A blogosfera é como o disco dos Spacemen 3. É para se ir fazendo. Sem pressas. Em auto-gestão.
Robespierre
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O conde chinoca 


Se o conde Andeiro andasse hoje por estas terras de Sol e Mar deveria ter a cara do Paulo China, é uma daquelas caras que merece ser atirada de uma janela.
Não vejam nesta afirmação um atitude nacionalista, apesar de ele ser chinoca, nem racista, apesar de ele ser preto/mulato, nem de género, apesar de ele ser meio-meio (com ar de Meat Loaf em Fight Club), nem estético, apesar de ele ser podre de gordo, nem capitalista, apesar de ele ocupar muita propriedade, nem politicamente incorrecto porque o que defendo é “apesar de” tudo o que escrevi. E o que quero dizer é, pura e simplesmente, que não gosto do gajo.
E se me veio a história do conde Andeiro (estou a estudar a história de Portugal, como devem imaginar, que é aliás muito mais interessante que a Nossa) é porque ele anda aí a fazer de agente de um espanhol, Luís Figo, o jogador, não o fruto. Em nome dele, qual Filipe renascido nos mouros algarves (a Vila é Moura não se esqueçam), anda a vender-se o país.
E como se isso não bastasse, é ajudado por uns ingleses na colonização, que são os principais fornecedores de divisas nas propriedades que o Andeiro tem com o Filipe, que tem nome de fruto, o que me leva a um capítulo seguinte da vossa história, dizendo-vos que precisam é de uma quarta invasão francesa. Não me refiro aos vossos que foram para lá e vos invadem anualmente com um linguajar, porque não dizê-lo, algarviado (ou açoreado, piada intelectual), refiro-me mesmo aos franceses de gema, os da Sardenha e da Bretanha, da Bélgica e da Suiça, de Andorra…
E ao Paulo China deveriam atirá-lo de uma janela, ou então cortar-lhe a cabeça. E para isso, se precisarem de ajuda, já sabem.

J-I Guillotin

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Wanted 


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Segunda-feira, Agosto 23, 2004

As Medalhas Portuguesas 



Vê-se o resumo diário da prestação portuguesa nos Jogos Olímpicos. Sicraninho da Vela já perdeu qualquer hipótese de se qualificar nos 10 primeiros. «Se ficarmos entre os 20, já é uma grande vitória». Fulaninha do Martelo: «Não consegui qualificar-me, mas dei tudo o que tinha. A mais não sou obrigada». Uma corredora: «Fiquei em vigésimo, mas já é como se tivesse a medalha». Os gajos do Vólei: «Daqui a 4 anos é que vai ser». Um tipo qualquer, de um desporto que não percebi: «Estou a apontar para o décimo sexto. Já era fantástico». E da natação, um treinador: «A ver se ficamos nos cinquenta primeiros».

Esta ambição comove-me, este espírito comove-me. Ainda bem que temos o governo que temos. Que acredita em Santos e Padroeiras. Ainda bem que rezamos. Que temos o 10 de Junho. Que distribuimos comendas a portugueses. Ainda bem que somos assim. Ainda bem que temos um preto. Um grande preto.
Robespierre



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Quarta-feira, Agosto 18, 2004

Zé Maria dá-te asas!!! 

Poucos na blogosfera se entretiveram a comentar o alegado suicído frustrado de Zé Maria, e ainda bem.
Mas travei a ler estas palavras, sobre o incidente madrugada, na Ponte 25 de Abril:

"O Zé Maria, tal como era no início, continua a ser um retrato nacional: era um trabalhador esforçado (sublinhado meu) que, numa altura de dificuldades financeiras, foi facilmente convencido de que não havia problemas em ceder parte dos seus direitos fundamentais para ascender rapidamente ao Olimpo. Agora, tenta suicidar-se..."

E não resisti a fazer variar o meu estilo de intervenções neste blog, pois ao longo desta minha vida de Cardeal já vi muitas quedas de pedestais, algumas com grandezas menos fúteis e aparatos menores.

Permitam-me o desacordo quanto à parte que diz "era um trabalhador esforçado". Tal como, na verdade, Zé Maria era pouco esforçado, o típico português indolente, todos os que concorrem a este género de concursos, nas suas múltiplas versões, são pouco esforçados por natureza. O azar do barranquenho foi apenas o de ter sido o primeiro, o otário, a cobaia.

Aliada a uma tímidez que permitia disfarçar ou confundir muitos dos espectadores, Zé Maria trazia consigo uma discretíssima e aparente dose de perfídia, que todos os portugueses adoram, desde que não fuja aos padrões da "bondade social" - engana o rico, não tentes comer o pobre - existentes em nações com características terceiro-mundistas, caso de Portugal.

Zé Maria falhou redondamente o papel do "pintas" simpático e amistoso, oriundo de uma zona que só é antipática com os touros e mesmo com esses a ter certas deferências.

O rapaz das galinhas viveu com vertigens e muitos sobressaltos o grande sonho português do início do século XXI: a fama gratuita, a troco de nada, a não-existência humana recompensada.

Este sonho tem as contradições próprias para inundar de suor qualquer portador de conflitos insanáveis: a inutilidade sedutora do estado de espírito que muitos portugueses "viram" em Zé Maria, e que se reflecte em milhares de compatriotas, só sobreviveria se permanecesse imersa na escuridão solitária em que sempre viveu, pelo que a sua telegenia derreteu no calor das luzes da ribalta, àvidas de protões tresmalhados.

Zé Maria é a versão coetânea e tristonha de Ícaro.

tenho dito,
Richelieu, Cardeal

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Sábado, Agosto 14, 2004

Oh não... outra vez Torquemada! 

Amigos bloguistas: venho, modestamente, explicar a minha ausência deste fórum e rebater as críticas entretanto proferidas. Não amuei, apesar de considerar que não cheguei a conseguir adaptar-me ao tipo de texto que se quer ver publicado. Provoquei situações, sem nunca ter intenção de chocar com a ordem pré-estabelecida. Algumas dessas situações decorreram do facto de eu não ser (ainda, espero) tão versado nestas lides dos blogues quanto os meus 'compagnons de route', nomeadamente a postar imagens (espero que não me julguem pedante por me insinuar desta forma perante Machiaveli, Richelieu e Robespierre).
Sem querer desresponsabilizar-me totalmente do facto de ter deixado de aqui verter prosa, é um facto que estou sem net em casa desde finais de Junho. Já pensei, inclusive, mudar de operador dado que o actual não tem correspondido às expectativas de celeridade que eu exigia. Mudaram-me o modem em fins de Julho e nunca mais apareceram para o tornarem operacional, apesar das minhas deslocações e reclamações junto do operador. Durante os primeiros dez dias de Agosto estive afastado de computadores e confesso que não consulto esta página desde que fiquei sem rede.
Estou a escrever este texto num computador que não o meu.
Dito isto me despeço, aguardando as reacções políticas que este post vai, com certeza, desencadear.
O vosso,

Torquemada


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Segunda-feira, Agosto 09, 2004

Ponto de Situação 

Orgulho-me de escrever no blog mais rançoso da blogosfera. Com os colaboradores mais idiotas e peneirentos. Com a administração mais gorda e fedorenta. Com os leitores mais lerdos. Com os temas e posts mais lamentáveis. E sem nenhuma opinião (?) que valha a pena reter. É sem dúvida um sucesso este primeiro ano.
Robespierre

P.S. Num próximo post haverá relatório e contas.
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Domingo, Agosto 08, 2004

Quanto tempo já levo de PP? 



*de um filmezinho muito bom para ti, Cardeal.
Robespierre
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Sexta-feira, Agosto 06, 2004

Pinto finalmente meteu a Cunha 

Demorou a guerra piscicológica entre os dois manos que geriam a TAP, um bem melhor que o outro , mas a verdade é que foi este pequeno pulha



quem acabou por saltar do avião. E sem pára-quedas. Ainda bem. Depois do Santana, só podem vir aí boas notícias.

Richelieu, Cardeal (nas nuvens)

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Quinta-feira, Agosto 05, 2004

When Will It End? 



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Quarta-feira, Agosto 04, 2004

Burn, Mr. Bush 



Michael Moore está em guerra. E utiliza estratégias de guerra. Talvez a «arte» se queime no processo, assim como não duvido que também a verdade se queime. Mas que interessa? Quando se declara guerra assumem-se as consequências, e Moore desde logo informou que desejava que o seu Fahrenheit 9/11 contribuísse para despejar Bush da presidência. É um panfleto, é uma artimanha. Não contesto. Mas o gorducho limita-se a utilizar os expedientes técnicos de qualquer campanha política. Selecção, montagem, ronha. Vai ao campo do adversário, municia-se com as mesmas armas. Mente, como eles mentiram. Fabrica, especula, recontextualiza. Alguma diferença? Quando o inimigo é porco, somos suínos.
Robespierre
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Tudo à Brava 

Para seres um verdadeiro «Guna» só precisas disto:



disto:



e disto, obviamente:



Depois é só dizeres «Ó mano!» a torto e a direito e ires para o Porto.

Robespierre
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Snap Shot 

Não me aquece nem me arrefece, no sentido estrutural da questão, que este homem

tenha acabado de morrer. Mais do que ser a prova de que estava vivo, vivo até aos 95 anos, o acontecimento lembra-nos que o fundamental é saber porque é que estava vivo.

Talvez por causa disto:


ou disto:


ou de muito mais que eu não tenho pachorra de aqui postar.

Acreditem que ele agora está junto de nós, aqui nos Maus Fígados

Richelieu, Cardeal

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Segunda-feira, Agosto 02, 2004

Agosto é Vosso 



No Verão deixamos os parolos irem para a praia bezuntarem-se. Mostrar as banhas. Nadar por entre mijo e garrafas de óleo. Amontoarem-se. Falar das contratações e dos incêndios. Deixamos-lhes Agosto e as estradas. Os imigrantes. A ganapada em férias. As musiquinhas da estação. Deixamo-los irem. Em longas filas e atrelados. Bom proveito.

Nós cá ficamos. Com a cidade deserta. A trabalhar - a trabalhar pouco. A arrumar o carro onde queremos. A circular sem trânsito. Nas calmas. E depois vamos de férias. Mais tarde. Bem mais tarde. Ou para outro hemisfério. Em que se vêem dunas e a água não cheira mal. Em que os nativos são simpáticos e morenos. Em que há peixes raros, corais e encostas verdes. Ou então esquecemos a praia. Pegamos na prancha, no ski, no saco de plástico. Voamos para a neve. Ficamos lá um mês inteiro. Rodeados de gente limpa e civilizada. Um mês inteiro. A pensar em vós. Trouxas.
Robespierre
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Domingo, Agosto 01, 2004

Fui cheirar o Queijo 

Isto até parece escrito por mim! Arre, queria eu escrever assim. Visconti, junta-te ao gang.

Machiavelli
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